E se fosse buscar nos livros mais antigos, das notas mais simplórias às mais difíceis, passando pelo tom soprano ao contralto. Mesmo que vasculhasse os sonetos mais livres e mais lindos e cantasse sem cansar o diafragma. Ainda que tivesse o violão mais belo de todos, ficando anos sem arrebentar uma corda só. Embora fosse o poeta nos teclados e o microfone não saísse da minha mão ou o barulho mais estonteante que pudesse ser ouvido fosse o da bateria fazendo mais uma das suas viradas. Mesmo assim...
Se não tivéssemos Deus e o Espírito Santo interagindo sobre nossos instrumentos e vozes nada disso seria verdadeiro e puro da forma que deve ser. Em cada oração quando pedimos que o Espírito Santo decline sobre nós e nos faça instrumentos de sua palavra. Da mesma forma que queremos que Ele, somente Ele, seja o centro de tudo, isto não é somente figuração... É de verdade. Se cantamos porque cantamos, se tocamos porque tocamos, é porque queremos estar sempre em Tua presença, sendo mensageiros de Tua palavra. Por que... O que cantar? Cantar glória, cantar Paz, cantar amor. Cantar cânticos que reafirme nosso querer estar ali, próximo a Ele, fazendo o que fomos fazer e da nossa imensa gratidão.
Porque no final, não importa se cantamos em Soprano, Mezzo-soprano ou Contralto, cantamos para Ele. E se a corda arrebentar?! Arrebentou.
Obrigada por tudo o que somos!